17 de abr. de 2010

Sem título....

Decidi postar um poema de Carlos Drummond de Andrade q li hj... naum q tenha muito a ver comigo.... acho q eh mais facil um poema romantico ou uma poesia metafisica de Antero de Quental ter mais a ver comigo do q um modernista, mas ainda sim eh mto bom....





OS ÚLTIMOS DIAS

Que a terra há de comer.
Mas não coma já.

Ainda se mova,
para o ofício e a posse.

E veja alguns sítios
antigos, outros  inéditos.

Sinta frio, calor, cansaço;
pare um momento; continue.

Descubra em seu movimento
forças não sabidas, contatos.

O prazer de estender-se; o de
enrolar-se, ficar inerte.

Prazer de balanço, prazer de vôo.

Prazer de ouvir música;
sobre papel deixar que a mão deslize.

Irredutível prazer dos olhos;
certas cores: como se desfazem, como aderem;
certos objetos, diferentes a uma luz nova.

Que ainda sinta cheiro de fruta,
de terra na chuva, que pegue,
que imagine e grave, que lembre.

O tempo de conhecer mais algumas pessoas,
de aprender como vivem, de ajudá-las.

De ver passar este conto: o vento
balançando a folha; a sombra
da árvore, parada um instante,
alongando-se com o sol, e desfazendo-se
numa sombra maior, de estrada sem trânsito.

E de olhar esta folha, se cai.
Na queda retê-la. Tão seca, tão morna.

Tem na certa um cheiro, particular entre mil.
Um desenho, que se produzirá ao infinito,
e cada folha é uma diferente.
  
E cada instante é diferente, e cada
homem é diferente, e somos todos iguais.
No mesmo ventre o escuro inicial, na mesma terra
o silêncio global, mas não seja logo.

Antes dele outros silêncios penetrem,
outras solidões derrubem ou acalentem
meu peito; ficar parado em frente desta estátua: é um torso
de mil anos, recebe minha visita, prolonga
para trás meu sopro, igual a mim
na calma, não importa o mármore, completa-me.

O tempo de saber que alguns erros caíram, e a raiz
da vida ficou mais forte e os naufrágios
não cortaram essa ligação subterrânea entre homens e coisas
que os objetos continuam, e a trepidação incessante
não desfigurou o rosto dos homens;
que somos todos irmãos, insisto.

Em minha falta de recursos para dominar o fim,
entretanto me sinta grande, tamanho de criança, tamanho de torre,
tamanho da hora que se vai acumulando século após século e causa vertigem
tamanho de qualquer João pois somos todos irmãos.

E a tristeza de deixar os irmãos me faça desejar
partida menos imediata. Ah, podeis rir também,
não da dissolução, mas do fato de alguém resistir-lhe,
de outros virem depois, de todos sermos irmãos,
no ódio, no amor, na incompreensão e no sublime
cotidiano, tudo, mas tudo é nosso irmão.

O tempo de despedir-me e contar
que não espero outra luz além da que nos envolveu
dia após dia, noite em seguida a noite, fraco pavio,
pequena ampola fulgurante, facho, lanterna, faísca,
estrelas reunidas, fogo na mata, sol no mar,
mas que essa luz basta, a vida é bastante, que o tempo
é boa medida, irmãos, vivamos o tempo.

A doença não me intimide, que ela não possa
chegar até aquele ponto do homem onde tudo se explica.

Uma parte de mim sofre, outra pede amor,
outra viaja, outra discute, uma úlitma trabalha,
sou todas as comunicações, como posso ser triste?

A tristeza não me liquide, mas venha também
na noite de chuva, na estrada lamacenta, no bar fechando-se,
que lute lealmente com sua presa,
e reconheça o dia entrando em explosões de confiança, esquecimento, amor,
ao fim da batalha perdida.

Este tempo, e não outro, sature a sala, banhe os livros,
nos bolsos, nos pratos se insinue: com sórdido ou potente clarão.
E todo o mel dos domingos se tire;
o diamante dos sábados, a rosa
de terça, a luz de quinta, a mágica
de horas matinais, que nós mesmos elegemos
para nossa pessoal despesa, essa parte secreta
de cada um de nós, no tempo.

E que a hora esperada não seja vil, manchada de medo,
submissão ou cálculo. Bem sei, um elemento de dor
rói sua base. Será rígida, sinistra, deserta,
mas não a quero negando as outras horas nem as palavras
ditas antes com voz firme, os pensamentos
maduramente pensados, os atos
que atrás de si deixaram situações.
Que o riso sem boca não a aterrorize,
e a sombra da cama calcária não a encha de súplicas,
dedos torcidos, lívido
suor de remorso.

E a matéria se veja acabar: adeus, composição
que um dia se chamou Carlos Drummond de Andrade.
Adeus, minha presença, meu olhar e minhas veias grossas,
meus sulcos no travesseiro, minha sombra no muro,
sinal meu no rosto, olhos míopes, objetos de uso pessoal, idéia de justiça, revolta e sono, adeus,
vida  aos outros legada. 

30 de mar. de 2010

Questions!

Pq fazemos tantas coisas q nos magoam? ou melhor, pq eu faço tantas coisas q me magoa? tenho feito tantas escolhas ultimamente, escolhas simples do dia-a-dia como ir a tal lugar ou naum, perguntar uma coisa ou naum, mas sempre escolho pelo lado q me faz sentir a dor... e quase sempre sei q vou sentir dor... é esquisito... acho q sou meio masoquista... ou será q estou tentando provar algo a alguem? ou a mim mesmo? tentando provar q sou forte? mas por que diabos tenho q provar q sou forte?! naum posso simplesmente me entregar à dor e ao sofrimento?! parece tao mais facil.... mas continuo a me manter forte... segurando uma corda invisivel q me mantem em pé.... q inferno!! qm pediu essa corda?!?

Mas, agora vem a pergunta a minha mente: será q estou realmente só me fazendo de forte ou sou forte de verdade? será q de tanto me fazer de forte me tornei realmente? mas e se eu naum quiser ser forte?

E naum eh só mais forte... eh mais cínico, ironico, frio e insensivel.... q droga!! ninguem me perguntou se eu queria ser esse cara!!! simplesmente me transformei nele.... sem perceber essa personalidade nova surgiu e naum posso voltar...

E outro problema... realmente estou me tornando tudo isso ou eh paranoia minha? pq sao poucas as pessoas q me falaram isso, mas naum sei quantas perceberam e naum falaram... e as poucas pessoas q falaram sao as q julgo me conhecerem melhor, entaum se eh paranoia eu naum sei, mas tenho motivos pra acreditar q naum....

Ok... eh isso... esse post foi mais um desabafo do q um post realmente, mas uma das minhas intenções com o blog era essa... e vcs tiveram um breve panorama d como eh minha cabeça... com perguntas o tempo todo e etc...

22 de mar. de 2010

Vamos participar, pessoal!!!!



Pessoal q frequenta o blog, quero chamar vcs para participarem da hora do planeta. É mto fácil e mto bom para o planeta! É soh apagar as luzes de onde vc estiver no sabado as 8h30 da noite e ficar uma hora com ela apagada. É um projeto da WWF para ajudar o meio ambiente. Vamo lah! Eh fácil! A WWF diz apenas para apagar as luzes, mas podemos ir além e desligarmos os aparelhos de nossas casas durante essa unica hora da noite neh? entaum naum quero ninguem na net no sabado das 8h30 as 9h30, nem vendo o final do jornal ou começo da novela! Divulguem para as pessoas q vcs conhecem e em seus blogs tbm, naum deixem passar essa oportunidade. O meio ambiente agradece.

Mais informações clique no link:
 Hora do Planeta - WWF