1 de mai. de 2010

Destiny

(Inspirado no post Dr. Destino em A Chuva e o Tempo)

Afinal.... a pergunta q naum quer calar em minha mente: Existe ou naum um destino para cada um de nós? Os q creem em Deus e acreditam fielmente no livre-arbítrio dizem q naum... cada um eh livre para fazer o q bem entender e traçar sua vida da sua maneira, e Deus nos ensina o caminho correto através da Bíblia. Outros, tambem religiosos, consenguem achar uma explicação para a existencia de um destino traçado por Deus para nós sem tirar-nos a dádiva do livre-arbítrio.... Os q naum creem em Deus dizem q naum existe destino e q somos livres para fazermos escolhas e aqueles acontecimentos q mtas vezes dizemos "foi o destino q quis" eles atribuem ao mero acaso.

Mas... e eu?? oq eu penso sobre isso? primeiro: eu sempre acreditei no livre arbítrio, sempre achei q a nossa vida somos nós qm fazemos, mas no ultimo ano aconteceu mta coisa... mta coisa q naum chegou a mudar minha opinião, mas destruiu completamente a q eu tinha e agora estou nessa eterna duvida (dramático).

Porque eu tenho visto e vivido fatos q servem como provas pra mim de que existe um destino traçado, a cada dia... mas isso vai contra tudo oq sempre cri e achei q fosse correto... e aceitar a existencia de um destino eh o mesmo q aceitar a existencia de alguem responsavel por fazê-lo, algo q por mais q digo q sou católico, naum eh mto fácil para mim... ateh  porque, minha visão de Deus nunca foi a de um senhor deitado sobre um livro onde esta escrito o destino de cada um de nós, e por mais q tenho argumentos q convençam a mim mesmo de que Ele exista, tenho um contra-argumento pra cada um deles...

agora se existe um destino e ele eh uma correnteza como Gustavo diz em seu post, eu to nadando completamente contra ela.... nunca vi ninguem brigar tanto com a vida quanto eu tenho feito (e aqui fica uma das minhas contradições, afinal, se acredito q qm faz a nossa vida somos nos mesmos, pq estou brigando com a minha se fui eu q a criei pra mim?)...

agora adimitindo q nuam exista um destino... somos nos q fazemos nossa vida... será q ela soh depende de nós?  Será mesmo q temos todas a armas de q precisamos para sermos felizes? (dando uma delimitada no tema......). Naum acho. Por quê? primeiro, porque ninguem sequer vive sozinho, imagina ser feliz... precisamos de outros para no mínimo sobreviver e a partir dai tentarmos ser felizes... segundo: (o segundo na verdade repete o primeiro, mas viaja um pouco mais)... Segundo (de novo): a felicidade naum esta dentro de nos... esta dentro daqueles q fazem ou fizeram parte da nossa vida... cada um deles... o problema eh  q naum alcançamos a todos eles... sempre nos escapam entre os dedos... e quando naum os alcançamos, sofremos. Sofremos muito. Quem nunca disse q jah tah cansado de sofrer pelos outros? agora quantos naum sofrem pelos outros? Todos sofremos por outros. Por nossos pais, por um amigo especial, por parentes q se afastam, pelos filhos... todos sofremos e o sofrimento eh inerente ao humano... mas naum o sofrimento em si... naum... oq eh inerente ao humano eh o desejo de se aproximar de todos q lhe fazem bem, todos q tem o potencial de lhe fazer feliz e, ao naum conseguir isso, vem o Sofrimento.



Eh isso.... eu imagino q tenha viajado bastante, mas tava precisando escrever e acho q baxou o Chico Xavier aqui, quando vi jah tinha escrito tudo isso sem pensar muito (principalmente o último parágrafo, foi um desabafo total, misturado com teoria filosófica minha)....
Embora cada palavra tenha saido da minha cabeça, talvez se reler e refletir vou achar varias falhas e discordar em varios pontos, mas vou postar do jeito q esta, afinal essa eh uma das minhas Milhares de Vozes....
Gostaria de pedir-lhes: pensem no q esta escrito... se tiverem uma opiniao construtiva sobre isso apresentem nos comments por favor... adoro ouvir opinioes de outros, principalmente sobre destino e felicidade.

Visual novo...

Ae pessoal... estamos de visual novo agora.... tava meio cansado jah daquele outro... espero q gostem... acho q a visibilidade desse eh melhor, sei lah... vcs veem aí...


Teh mais!

17 de abr. de 2010

Sem título....

Decidi postar um poema de Carlos Drummond de Andrade q li hj... naum q tenha muito a ver comigo.... acho q eh mais facil um poema romantico ou uma poesia metafisica de Antero de Quental ter mais a ver comigo do q um modernista, mas ainda sim eh mto bom....





OS ÚLTIMOS DIAS

Que a terra há de comer.
Mas não coma já.

Ainda se mova,
para o ofício e a posse.

E veja alguns sítios
antigos, outros  inéditos.

Sinta frio, calor, cansaço;
pare um momento; continue.

Descubra em seu movimento
forças não sabidas, contatos.

O prazer de estender-se; o de
enrolar-se, ficar inerte.

Prazer de balanço, prazer de vôo.

Prazer de ouvir música;
sobre papel deixar que a mão deslize.

Irredutível prazer dos olhos;
certas cores: como se desfazem, como aderem;
certos objetos, diferentes a uma luz nova.

Que ainda sinta cheiro de fruta,
de terra na chuva, que pegue,
que imagine e grave, que lembre.

O tempo de conhecer mais algumas pessoas,
de aprender como vivem, de ajudá-las.

De ver passar este conto: o vento
balançando a folha; a sombra
da árvore, parada um instante,
alongando-se com o sol, e desfazendo-se
numa sombra maior, de estrada sem trânsito.

E de olhar esta folha, se cai.
Na queda retê-la. Tão seca, tão morna.

Tem na certa um cheiro, particular entre mil.
Um desenho, que se produzirá ao infinito,
e cada folha é uma diferente.
  
E cada instante é diferente, e cada
homem é diferente, e somos todos iguais.
No mesmo ventre o escuro inicial, na mesma terra
o silêncio global, mas não seja logo.

Antes dele outros silêncios penetrem,
outras solidões derrubem ou acalentem
meu peito; ficar parado em frente desta estátua: é um torso
de mil anos, recebe minha visita, prolonga
para trás meu sopro, igual a mim
na calma, não importa o mármore, completa-me.

O tempo de saber que alguns erros caíram, e a raiz
da vida ficou mais forte e os naufrágios
não cortaram essa ligação subterrânea entre homens e coisas
que os objetos continuam, e a trepidação incessante
não desfigurou o rosto dos homens;
que somos todos irmãos, insisto.

Em minha falta de recursos para dominar o fim,
entretanto me sinta grande, tamanho de criança, tamanho de torre,
tamanho da hora que se vai acumulando século após século e causa vertigem
tamanho de qualquer João pois somos todos irmãos.

E a tristeza de deixar os irmãos me faça desejar
partida menos imediata. Ah, podeis rir também,
não da dissolução, mas do fato de alguém resistir-lhe,
de outros virem depois, de todos sermos irmãos,
no ódio, no amor, na incompreensão e no sublime
cotidiano, tudo, mas tudo é nosso irmão.

O tempo de despedir-me e contar
que não espero outra luz além da que nos envolveu
dia após dia, noite em seguida a noite, fraco pavio,
pequena ampola fulgurante, facho, lanterna, faísca,
estrelas reunidas, fogo na mata, sol no mar,
mas que essa luz basta, a vida é bastante, que o tempo
é boa medida, irmãos, vivamos o tempo.

A doença não me intimide, que ela não possa
chegar até aquele ponto do homem onde tudo se explica.

Uma parte de mim sofre, outra pede amor,
outra viaja, outra discute, uma úlitma trabalha,
sou todas as comunicações, como posso ser triste?

A tristeza não me liquide, mas venha também
na noite de chuva, na estrada lamacenta, no bar fechando-se,
que lute lealmente com sua presa,
e reconheça o dia entrando em explosões de confiança, esquecimento, amor,
ao fim da batalha perdida.

Este tempo, e não outro, sature a sala, banhe os livros,
nos bolsos, nos pratos se insinue: com sórdido ou potente clarão.
E todo o mel dos domingos se tire;
o diamante dos sábados, a rosa
de terça, a luz de quinta, a mágica
de horas matinais, que nós mesmos elegemos
para nossa pessoal despesa, essa parte secreta
de cada um de nós, no tempo.

E que a hora esperada não seja vil, manchada de medo,
submissão ou cálculo. Bem sei, um elemento de dor
rói sua base. Será rígida, sinistra, deserta,
mas não a quero negando as outras horas nem as palavras
ditas antes com voz firme, os pensamentos
maduramente pensados, os atos
que atrás de si deixaram situações.
Que o riso sem boca não a aterrorize,
e a sombra da cama calcária não a encha de súplicas,
dedos torcidos, lívido
suor de remorso.

E a matéria se veja acabar: adeus, composição
que um dia se chamou Carlos Drummond de Andrade.
Adeus, minha presença, meu olhar e minhas veias grossas,
meus sulcos no travesseiro, minha sombra no muro,
sinal meu no rosto, olhos míopes, objetos de uso pessoal, idéia de justiça, revolta e sono, adeus,
vida  aos outros legada.